18/05/2013

CENTENÁRIO DE ARACY MIRANDA DE MONT'ALVERNE

A Escola Estadual Professora Aracy Miranda de Mont’Alverne realizou, em 18 de maio de 2013, as comemorações em homenagem ao centenário da professora Aracy e aos 16 anos de criação da escola.
Com a presença de familiares da patrona, dentre os quais o coronel Mont’Alverne (neto), Sebastião Mont’Alverne (filho), Rosana (bisneta), a irmã Nair de Moura, a secretária de Educação do Estado professora Elda Gomes e da professora Maura Leal. Também fui convidado, com muita honra, por ter sido o editor do seu segundo livro “Arquivos do Coração” (1997) e amigo da família.
A escola mobilizou todos os professores, equipe técnica, de apoio e alunos e realizou um evento muito bem organizado, com apresentações de música, teatro e poesia, cujos protagonistas foram os próprios alunos. A diretora da escola, professora Cristiani Maciel Guimarães está de parabéns, bem como todos os integrantes de sua equipe.
Também foi exibido um vídeo, com uma entrevista realizada provavelmente em 1997 com a professora, Nesse importante depoimento ela relata os fatos marcantes de sua história desde que chegou ao Amapá, em 1942 e começou a lecionar à margens do rio Araguari na localidade de Redenção.



Vejam algumas fotos do grande acontecimento.






MACAPÁ CINDERELA


Nesta singela narração,
Fiz um poema de uma história,
Fazendo a comparação
De uma cidade humilde
Do interior do Brasil
Como uma pobre menina
Que de repente tornou-se
Muito famosa e gentil!


Macapá já foi outrora
Uma menina do mato...
Tão pequena, tão franzina,
Doentia, retraída,
E que vivia esquecida...
Muito pálida e quieta,
Era quase analfabeta...


Mas um dia apareceu
Na linha do seu destino
Um homem forte e bondoso
Que a protegeu e ajudou.
Trabalhador, caridoso,
A menina transformou.
Não sei se alguém o conhece,
Mesmo de nome aqui,
Esse de quem vos falo,
É o Coronel Janary!


Hoje a menina está moça
E ainda está crescendo,
Já é por todos notada,
Está se desenvolvendo,
E quando ouve dizer
Com toda admiração,
Que é São Paulo ou Brasília,
Do Brasil Coração
Ela toda ufana diz: -
“Eu também sou importante,
Sou a cabeça do país!”


Vive feliz, tem de tudo,
Cresceu muito, ficou forte,
É a CINDERELA DO NORTE!
Tem saúde, tem escolas
Para se aperfeiçoar,
Tem ouro e joias bonitas...
Até não usa mais chita!
Vem gente lá de outras terras
Aos grupos, lhe visitar,
É gentil, não é orgulhosa,
A todos sabe tratar
E na terra onde vive
Sob o sol do Equador,
Não teme o frio intenso
E nem morre de calor!


É morena, é tão formosa,
Educou-se, está famosa,
É das dez mais elegantes
Do lindo Brasil gigante...
É tão bonita e gentil!...
E querem saber de uma?
- Macapá está pensando
Que já vai se preparando
Para ser MISS... BRASIL!

* * *

A autora deste poema nasceu em 13 de fevereiro de 1913, em Colares - PA, chegou ao Amapá um ano antes da criação do Território Federal do Amapá e logo foi lecionar no interior, na região do Araguari, já casada com José Jucá de Mont’Alverne. O casal gerou 7 filhos. Há 9 anos ela se foi, no dia 01/02/2002, mas deixou um legado de amor, dedicação, poesia, ensinamentos e muitas lembranças marcantes na história.

Sua história, como a de muitos pioneiros que ingressaram no magistério, revela uma vocação amorosa para a educação. Já idosa e com saúde frágil, em 1995, disse-me ela que iria comprar uns livros e lecionar de graça em sua casa. Sentia falta dos jovens, do ambiente escolar, da sua atuação durante muitos anos como mestra dinâmica, criativa e sempre envolvida com as atividades cívicas e educativas que ocorrriam em sua época e que marcaram de forma tão positiva várias gerações. Foi muito significativo o gesto do governador João Capiberibe, do secretário de Educação Ruben Bemerguy e do assessor especial de Juventude Randolphe Rodrigues quando se uniram e batizaram uma escola no bairro do Buritizal com o nome da mestra, em 1997, e também foi lançado seu livro de poemas Arquivo do Coração, que tive o privilégio de fazer a editoração.



Nossos pioneiros, que neste blog são relembrados e reverenciados com  gratidão e respeito, merecem ter suas histórias conhecidas pela novas gerações que, salvo raras exceções, esquecem com facilidade aquelas pessoas que ajudaram a construir e consolidar o Estado do Amapá.
Professora Nair Miranda,
irmã da prof. Aracy


A professora Aracy, mestra do magistério, presença constante na vida cultural e educacional, deixou dois livros de poemas: Luzes da Madrugada (1985) e Arquivo do Coração (1997) e teve participação em várias antologias.

(Texto: Paulo Tarso Barros)


 
Ficha da professora Aracy - arquivo da APES


Abaixo, publicamos um dos mais  ternos poemas que retratam a alma singela e lírica da nossa primeira poetisa.

FESTIVAL DE BEM-TE-VIS



Era costume, todas as manhãs,
na copa da mangueira, em nossa casa,
a sinfonia dos pássaros ruidosos
onde se destacavam: bem-te-vis, suis,
maria-mulatas e até periquitos.
Entretanto, os mais alegres e mexeriqueiros
eram certamente os bem-te-vis.
Parece que adivinhavam a hora de
acordar e vinham cantar
ao lado da janela do meu quarto
no caramanchão de trepadeiras de maracujá.


Como eu gostava de ouvi-los, tão contentes,
parecendo me provocar, dizendo com
insistência:
Bem-te-vi! Bem-te-vi! Bem-te-vi!
Eu, sorrindo, depressa respondia:
não viste nada! Eu juro que não viste!
E ele, continuando persistia:
te vi! Te vi! Te vi!


E hoje pela vida vou passando
sempre ouvindo, vez por outra
um bem-te-vi cantando!
E, em tudo o que faço vou lembrando
que existe ainda um bem-te-vi
a me alertar dizendo: bem-te-vi!
Nas grandes cidades
já não há quintais nem árvores frondosas
para festivais de bem-te-vis.
Porém, a saudade renova esse estribilho:
enquanto houver uma árvore de folhas verdes
balançando ao vento,
erá, com certeza um bem-te-vi contente
dizendo com insistência: bem-te vi!

* * *

POEMA PARA ARACY



Praia de Colares-PA

Nem mesmo sei se és rosa
ou maxi-preciosa pedra
(ou um misto de pedra-flor-mulher
a nos encantar e nos fazer feliz).
Sei que te chamei de pérola,
mas isso foi muitíssimo pouco
pelo amordemais que por ti sinto.
Mesmo que eu fosse ao dicionário
tentando infinitezimar minhas palavras
em busca de jóias raras para te louvar
- e bem mais que isso merecias;
não apenas um estado tão verdelindo.
Por isso também te ofereço
todo o meu Estado e sua imensa poesia,
todas as nossas histórias tão parecidas
para que te encantes nesta longa vida
ue o Deus Poeta te presenteou
e que retribuis a nós todos
com tamanha generosidade.

De Colares, cidade natal,
és o mais e maior colar
a adornar não um humano pescoço,
mas a alma de um povo
com essa fina e doce poesia,
que é, em síntese,
pétala, pólen, poder e polifonia...

(Paulo Tarso Barros)


Eu e a professora Aracy (1996)

20/04/2013

TESOUROS DE MEMÓRIAS

Adamor Oliveira e Nilson Montoril de Araújo (Foto: Rogério Castelo)

Foi lançado oficialmente no dia 19 de abril de 2013, na sede da OAB-AP, o primeiro livro de Adamor de Sousa Oliveira intitulado  Tesouros de Memórias (Premius Editora; 358 páginas; 40,00 reais).
A obra foi escrita durante seis anos e está disponível agora para todos os leitores, principalmente os estudantes, professores e pesquisadores que buscam avidamente informações sobre a história do Amapá.

Tesouros de Memórias (capa)

Reproduzimos abaixo parte do Prefácio da obra escrito por Paulo Tarso Barros:

        
"Este livro me chamou bastante atenção e me surpreendeu a cada página, pois encontrei nele um guia da história do Território Federal do Amapá – guia porque nos conduz por cada parte importante dos acontecimentos que moldaram, durante 46 anos (período que o autor escolheu para construir sua obra), a bela, rica e ainda pouco conhecida, pela maioria dos que aqui moram, história do Amapá. Nas palavras de Adamor Oliveira, este é um “livro de memórias, de reconhecimento, de homenagens, de tributos, recordações e saudades, sobre tudo que aconteceu de bom no Amapá”. Então relembro de outro pioneiro, meu saudoso e querido amigo e confrade Coaracy Sobreira Barbosa (1923-2003), e seu esforço louvável em reunir centenas de biografias dos pioneiros em duas obras publicadas que tive o privilégio de prefaciar e ajudar na confecção – Personagens Ilustres do Amapá Vol. I e II – e uma que deixou inédita. Não poderia deixar de estabelecer esta relação entre Coaracy e Adamor para ressaltar, com extrema convicção, o quanto é importante esse tipo de inciativa que municia de informações os pesquisadores, estudantes, professores e demais interessados sobre as pessoas e os fatos mais notáveis que sedimentaram o projeto deste Estado localizado na Amazônia brasileira.
Coaracy Barbosa (centro) entre o poeta e jornalista Cordeiro Gomes
e o historiador Estácio Vidal Picanço (Fonte: Jornal do Dia,1998)
 Memórias históricas são tesouros valiosíssimos, mesmo quando têm a marca do autor em muitos dos fatos aqui relatados – e não poderia ser diferente, haja vista a importância que ele teve e continua tendo na nossa história. Ele mesmo esclarece isso quando afirma: “Procuro, com muito carinho, demonstrar a valorosa participação dos pioneiros, homens, mulheres, jovens e crianças, que, diante de uma perspectiva vibrante, marcharam, lutaram veementemente, conquistaram com bravura, investiram e acreditaram no sucesso, para alargar as fronteiras de nossos caminhos e horizontes”.
Ao expressar suas opiniões – pois se trata de um livro de memórias – ao invés de apequenar o tema, penso que ele expandiu a extensão do seu depoimento, pois permite a todos nós interagirmos e tirarmos nossas próprias conclusões sobre tudo aquilo que ele nos diz. Percebi, durante a leitura, que Adamor Oliveira buscou englobar todos os fatos relevantes, dos muitos aspectos que compõem a História – políticos, sociais, econômicos, culturais, esportivos, jurídicos, transportes, comunicações, religiosos, etc. Daí a riqueza e validade desta obra, em parte testemunhal, que ainda traz fotos históricas, algumas inéditas em publicações, que só enriquecem o primoroso trabalho de pesquisa que foi tão carinhosamente feito durante alguns anos pelo autor.
Janary Nunes conversando com operários
e inspecionando obras no Território do Amapá
(Fonte: arquivo de Janary Nunes)

Além dos fatos que vivenciou mais de perto, como sua atuação como promotor, presidente da OAB, secretário de segurança, professor, presidente do Conselho Territorial de Trânsito, juiz eleitoral e desportista, ele enfatiza uma característica marcante da personalidade daquele que é, certamente, o protagonista maior da história do Amapá, Janary Gentil Nunes (1912-1984), cujo centenário se comemorou em 2012, não com a dimensão da grandeza que Janary representa (e isso não cabe a mim comentar aqui), mas de certa forma já um indício de que nem tudo está perdido. Mas creio que num futuro próximo talvez apareçam líderes que saibam como tornar esse evento primordial mais visível e posto em seu devido lugar e mostrem a verdadeira importância histórica do nosso primeiro governador, que deu sábia e memorável resposta a um jornalista que fez uma observação cabotina sobre o “palácio” do governo naqueles primórdios territoriais, então muito simples e sem conforto: “Meu amigo, o Amapá tem interesses maiores, seu projeto é ambicioso, é de uma responsabilidade social incomensurável. Acima das minhas vaidades e das minhas mordomias estão os interesses do Amapá, do Brasil e de seu povo. Estou aqui para trabalhar por este povo, por estes brasileiros que os encontrei carentes de tudo, juntamente com meus auxiliares. Tenho o indeclinável compromisso de desbravar esta região que encontrei abandonada, creia o senhor, que a última obra a ser construída nesta cidade, será o palácio do Governo”.
Assim era Janary, cujo legado só de uns anos para cá está sendo, paulatinamente, reconhecido por uma sociedade que nem sempre presta atenção às lições da história e que está anestesiada com tantos escândalos de corrupção protagonizados por políticos. O ex-governador, ex-deputado federal, ex-embaixador, ex-presidente da Petrobrás morreu pobre, no Rio de Janeiro, quase no ostracismo – embora as línguas ferinas e mentes desinformadas do Amapá lhe atribuíssem fortunas, bens, sociedade na Icomi e outras invencionices. Os filhos de Janary estão ainda por aqui, testemunhas vivas da honradez e grandeza do pai. Nos meus 30 anos de Amapá, aprendi bastante, mas faltam ainda muitos outros conhecimentos que eu busco com paciência e senso crítico. E acabo de ganhar um presente ao ler os originais deste livro que, certamente, é um grande tesouro para todos nós que vivemos aqui e queremos o bem do povo e o progresso do Amapá.


Paulo Tarso Barros
(Membro da União Brasileira de Escritores e
da Associação Amapaense de Escritores)

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Contatos com o autor:
adamoroliveiraap1@hotmail.com
(96) 3222-7844 - Escritório - horário comercial


VEJA ABAIXO ALGUMAS FOTOS DA NOITE DE

 AUTÓGRAFOS

Adalberto Ribeiro, Paulo Guerra e Adamor Oliveira

Mesa com exposição dos livros Tesouros de Memórias

Paulo Guerra, Adalberto Ribeiro, Carlos Tork, Adamor Oliveira,
Nilson Montoril e Amiraldo Bezerra

Elfredo Távora (direita)

Aspectos do coquetel no hall da OAB

Elfredo Távora, (camisa verde) Paulo Tarso, Déo Moraes e Adamor Oliveira

Guairacá Nunes, Amiraldo Bezerra e Paulo Tarso Barros

Adamor Oliveira e Vânia e Amiraldo Bezerra com familiares e amigos

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Fotografias do evento:
Rogério Castelo
Alessandro Cardoso
Paulo Tarso Barros
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24/01/2013

RAY CUNHA LANÇA NOVO LIVRO DE CONTOS "NA BOCA DO JACARÉ"




NA BOCA DO JACARÉ - A Amazônia Como Ela É

 
Por MARCELO LARROYED
 

BRASÍLIA, 2012 – Ray Cunha lança, até dezembro (ficou para março de 2013), novo livro, Na Boca do Jacaré – A Amazônia como ela é (Ler Editora, Brasília, 139 páginas), enfeixando 14 contos ambientados em Belém do Pará, cidade considerada o Portal da Amazônia, “a região mais vertiginosamente bela do planeta, a que os europeus chamam de realismo fantástico” – como diz o escritor. Alguns contos se movem no Ver-O-Peso, a maior feira livre da Ibero-América, “onde o Trópico Úmido ferve para sempre”.
 
Na Boca do Jacaré, conto que dá título ao livro, é o mergulho suicida de um arqueólogo nos abismos da maior ilha flúvio-marítima do planeta, Marajó, em pleno Mundo das Águas, a confluência do maior rio do planeta, o Amazonas, ao norte; do rio Pará, a oeste; e dos rios Tocantins e Guamá, ao sul, este, formando a baía de Guajará, que passa defronte do Ver-O-Peso, em Belém. Os rios Pará, Tocantins e Guamá alimentam a baía de Marajó. O Mundo das Águas arreganha a bocarra de jacaré-açu para o oceano Atlântico, a nordeste.
 
Autor do romance A Casa Amarela (Editora Cejup, Belém, 2000), ambientado em Macapá no ano do golpe que instalou no país a Ditadura dos Generais (1964-1985), e de Trópico Úmido – Três Contos Amazônicos(Edição do Autor, Brasília, 2005), além de A Grande Farra (Edição do Autor, Brasília, 1992), o Mundo das Águas, a Amazônia Caribenha, a Hileia, perpassa a literatura de Ray Cunha, que nasceu em Macapá, cidade que se debruça na margem esquerda rumo à boca do rio Amazonas, na confluência da Linha Imaginária do Equador, no setentrião da costa brasileira.
 
Inclusive O Casulo Exposto (LGE Editora, Brasília, 153 páginas, R$ 28), livro de contos ambientados nos subterrâneos de Brasília, repete o conto Inferno Verde, história curta publicada inicialmente em Trópico Úmido, e que se move simultaneamente no universo Belém/Ver-O-Peso/Marajó e na capital do Brasil, onde o autor mora.

O Casulo Exposto – Trabalhando desde 1987 como jornalista, em Brasília, cobrindo amplamente a cidade, o Entorno e o Congresso Nacional, a capital da República passou a se constituir, naturalmente, em outro universo do escritor. Assim surgiu O Casulo Exposto, que se refere “à redoma legal que engessa o Patrimônio Cultural da Humanidade, a borboleta de Lúcio Costa, ninfa golpeada no ventre, as vísceras escorrendo como labaredas de luxúria, depravação e morte nos subterrâneos da cidade dos exilados”.

Segundo o autor, “a fauna, heterogênea, que tenta sobreviver na ilha da fantasia, chafurda nos mensalões brasilienses e arde numa imensa fogueira das vaidades”. As personagens que transitam em O Casulo Exposto são“políticos, inclusive daquele tipo mais vagabundo, que não pensa duas vezes antes de roubar merenda escolar; jornalistas que se equilibram no fio da navalha; tipos fracassados e duplamente fracassados; estupradores; assassinos; bandidos de todos os calibres se misturam, nos contos, numa zona de fronteira fracamente iluminada. Contudo, a ambientação de sombra e luz tresanda, também, a perfume e a romance” – diz o coautor de Xarda Misturada (Edição de autor, Macapá, 1971) e autor Sob o Céu nas Nuvens(Edição do Autor, Belém, 1982), também de poemas.

“Nascido em Macapá (AP), mas radicado em Brasília desde 1987, o jornalista e escritor Ray Cunha conhece como poucos as cicatrizes da capital brasileira. Experiência adquirida em mais de duas décadas como repórter de cidades e na cobertura intensa do Congresso Nacional. Por isso, não deixa de ser oportuno que o seu mais recente trabalho, o livro de contos O Casulo Exposto, chegue às livrarias justamente no momento em que o Senado passa por uma de suas piores crises” – o jornalista Lúcio Flávio publicou no Correio Braziliense, em 2008.

“A intimidade do autor com a cidade é denunciada não apenas por meio dos temas abordados - seja a política ou as mazelas da cidade -, mas também pela geografia desenhada em histórias que têm como personagens as vias da cidade como a W3 Sul e a W3 Norte ou um encontro aparentemente casual na Churrascaria Porcão” – escreve Lúcio Flávio, ao que diz Ray Cunha: “Sou um observador privilegiado da cidade.”

“Seus romances e contos são, geralmente, ambientados na Amazônia. Qual a sensação de escrever um livro candango, ou seja, produzido com as coisas que acontecem em Brasília?” – perguntou-lhe o jornalista belenense Aldemyr Feio, ao que Ray Cunha respondeu: “É a mesma sensação de trocar pirão de açaí com dourada frita por pão de queijo, ou de trocar a Estação das Docas por shopping. São duas situações absolutamente diferentes. No meu caso pessoal, caio de joelhos por tudo o que diz respeito à Amazônia, mas também curto Brasília. Assim, sinto-me perfeitamente à vontade tanto na Amazônia como em Brasília”.

"O que tu queres dizer com o casulo que também tresanda a perfume, romance e esperança, nas luzes da grande cidade?” – perguntou Aldemyr Feio. Ray Cunha: “O casulo do título evoca o fato de que Brasília é reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade. Em termos práticos, não se pode mudar a arquitetura original do Plano Piloto, que compreende o projeto do urbanista Lúcio Costa, excluindo-se as cidades-satélites. Então, o Plano Piloto é protegido sob uma redoma, um engessamento, como Patrimônio Cultural da Humanidade. Mas nas suas ruas não há romantismo, como em todas as metrópoles brasileiras, inchadas e perigosas. Apesar disso, há contos perfumados, prenhes de romance, de esperança, como o que encerra o livro: A Caça (já publicado pela Editora Cejup, de Belém), que, no final, refere-se às luzes de Brasília, e termina com toda a família (os pais e uma garotinha) deitada na cama de casal no quarto de um bom hotel, após perigosa aventura na recém-nascida Palmas (TO)”.

“Você acha que o leitor vai entender as colocações contidas no Casulo?” – perguntou-lhe Aldemyr Feio. Resposta: “Certamente que sim. A literatura, como qualquer arte, tem algo maravilhoso. No seu caso específico, as palavras remetem o leitor a mundos que são somente dele. O escritor é um mero porteiro. Lembrei-me de um caso que ocorreu com William Faulkner. Alguém o informou que leu duas vezes um livro seu e não entendeu a história. Faulkner sugeriu que lesse mais uma vez”.
SERVIÇO
Casulo Exposto está à venda na Livraria Cope Espaço Cultural, na 409 Norte, Bloco D, Loja 19/43
Telefone: 3037-1017
E-mail: copelivros@ibest.com.br
Ler Editora (www.lereditora.com.br), no SIG, Quadra 4, Lote 283, prédio da Fórmula Gráfica, Primeiro Andar
Pedidos para o editor, Antonio Carlos Navarro, pelo telefone: (55-61) 3362-0008 e fax: (55-61) 3233-3771
E-mails: lereditora@lereditora.com.br e acnavarro@lereditora.com.br
Pedidos também para as redes de livrarias:
Saraiva: www.livrariasaraiva.com.br
Cultura: www.livrariacultura.com.br
Leitura: www.leitura.com
Trópico Úmido – Três Contos Amazônicos pode ser pedido para o autor, a R$ 30, incluindo frete, pelo e-mail: raycunha@gmail.com
Blog do autor: raycunha.blogspot.com
Contato do autor: raycunha@gmail.com


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O autor

Ray Cunha nasceu na Amazônia Caribenha, em Macapá, a capital do estado do Amapá, cidade facilmente localizável no mapa-múndi, situada que é na confluência da Linha Imaginária do Equador com o maior rio do planeta, o Amazonas.

Estreou na literatura em 1972, com o livro coletivo de poemas Xarda Misturada (edição dos autores, Macapá), juntamente com o poeta e contista José Edson dos Santos (Joy Edson) e José Montoril. Em 1982, a União Brasileira de Escritores, seção de Manaus, publicou Sob o céu nas nuvens, poemas.

Em 1990, Ray Cunha estreia na ficção, com A grande farra (edição do autor, contos, Brasília). Em 1996, a Editora Cejup, de Belém do Pará, publica o conto A caça e o romance O lugar errado. Em 2000, publica Trópico Úmido - Três contos amazônicos (Brasília) e, em 2005, a Editora Cejup volta a publicar um romance do autor, A Casa Amarela.

Segue-se a apresentação de Maurício Melo Júnior, publicada na orelha de O casulo exposto.

Humor e política no cotidiano brasiliense

“O escritor Jorge Amado costumava se queixar de algumas ausências da literatura brasileira. E dizia que a mais gritante delas era a falta de romances sobre o ciclo do café, como os que foram escritos sobre os ciclos da cana-de-açúcar e do cacau. Também podemos dizer que ainda não surgiram os escritores que tomaram o desafio de contar as sagas da busca da borracha na Amazônia e da construção de Brasília em pleno cerrado goiano.

“Neste seu novo livro de contos e novelas, O casulo exposto, o escritor Ray Cunha, nascido no Amapá e vivente em Brasília, passa longe da narrativa de homens perdidos na solidão da floresta ou na poeira das construções incansáveis. O que interessa ao escritor são os resultados daquelas experiências, são os personagens que ficaram depois das epopéias.

“Os homens e mulheres que saltam destas páginas são bastante curiosos. Têm a política no sangue, embora apenas transitem em torno dela. Vêem o poder bem de perto, mas não participam de suas benesses. Também calejados pelas dores impostas pela opressão da floresta, já nada os surpreendem e a violência pode ser uma forma de defesa ou sobrevivência. Sim, os escrúpulos são poucos. Ou, citando Jarbas Passarinho, um acrIano que fez carreira política no Pará: “Às favas com o escrúpulo”. Em compensação, a sensualidade aflora na pele dessa gente. O perigo é que também este poder de encantar e seduzir é instrumento de dominação.

“Naturalmente que a visão que temos aqui está superdimensionada pelos requisitos da literatura, mesmo assim sua base tem intensos pontos de realismo. E Ray Cunha ainda lhes dá um tratamento recheado de um humor cáustico, em alguns momentos até cruel. No entanto, esse humor nasce do clima noir, o clima dos filmes e livros policiais surgidos nos anos de 1940.

“Sem saudosismos e com muito suspense, os contos e novelas de Ray Cunha nos põem diante de O casulo exposto, esses seres nascidos da junção plena de todos os brasileiros. E vale muito a pena conhecê-los.”




15/01/2013

GOVERNO DO AMAPÁ LANÇA EDITAL DE LITERATURA


EDITAL Nº 01/2013 GEEPE/GAPELL – SECULT/AP
EDITAL DE CRIAÇÃO LITERÁRIA “SIMÃOZINHO SONHADOR”

O GOVERNO DO ESTADO DO AMAPÁ - GEA, através da SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA – SECULT/AP, representada por seu Secretário nas competências a ele delegadas de acordo com o Decreto Estadual nº 0015 de 03 de Janeiro de 2011 e com aprovação do Conselho Estadual de Cultura do Amapá – CONSEC/AP, institui o Edital Nº 001/2013 – “EDITAL DE CRIAÇÃO LITERÁRIA -SIMÃOZINHO SONHADOR” que visa fomentar em âmbito estadual a produção literária de escritores de ficção e poesia, com inteira liberdade de formas e gêneros adiante referidos como PROPONENTES que receberão Recurso Financeiro Público, a Fundo Perdido, conforme as regras e prazos estabelecidos, nos termos e condições deste Edital, que se regerá pela Lei Federal nº 8.666/93, e respectivas alterações, assim como pelas demais normas legais e regulamentares pertinentes à espécie.
1 – DO OBJETO

1.1- Constitui objeto deste edital a seleção e premiação de 10 (dez) projetos de fomento à criação, impressão e distribuição de obra literária inédita em pelo menos 60% de seu conteúdo, nas categorias do gênero lírico e narrativo.
1.2 - Entende-se por gênero lírico a criação de poesias em suas mais diversas formas.
1.3 - Entende-se por gênero narrativo a criação de romances, contos, crônicas, quadrinhos e novelas.
1.4 - Entende-se por obra inédita aquela que nunca foi publicada em meio impresso ou eletrônico.
1.5 - Serão selecionados para CONCESSÃO DE RECURSO FINANCEIRO 10 (dez) projetos cujas ações contemplem IMPRESSÃO e DISTRIBUIÇÃO DE LIVRO COM TIRAGEM MÍNIMA DE 500 EXEMPLARES na primeira edição, com ISBN. É indispensável a reserva de 10% da tiragem para a SECULT a fim de serem distribuídas em escolas, bibliotecas públicas e comunitárias.
1.6 - Os projetos concorrentes não sofrerão quaisquer restrições quanto à temática abordada dentro da sua categoria, desde que não caracterizem:
a) promoção política de candidatos e/ou partidos políticos;
b) dano à honra, a moral e aos bons costumes de terceiros e da sociedade;
c) pornografia;
d) pedofilia e bullying;
e) discriminação de etnia, por orientação sexual e/ou religiosa;
f) tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins;
g) terrorismo;
h) tráfico de pessoas e animais.
1.7 - Os projetos culturais inscritos concorrerão livremente entre si, não estando a SECULT/AP obrigada a selecionar um número mínimo ou máximo de Projetos Técnicos por estilo literário.
2 - DAS ESPECIFICAÇÕES GERAIS DOS PROJETOS

Para os efeitos deste EDITAL, ficam estabelecidas as seguintes definições:
A) PROPONENTE

Pessoa Física: Maior de idade nos termos da lei, residente e domiciliada no Estado do Amapá;
Pessoa Jurídica: De Direito Privado, sem fins lucrativos e de natureza cultural, em qualquer dos casos nativa e/ ou estabelecida no Estado do Amapá pelo período mínimo de 03 (três) anos. É necessário que o PROPONENTE, em caso de pessoa jurídica, aponte o responsável técnico pelo Projeto e este seja um dos autores da obra literária inscrita.
B) PROJETO TÉCNICO
Proposta detalhada e orçada prevendo a Criação, Impressão e Distribuição de obra literária de acordo com OBJETO deste EDITAL, que contemple a produção individual ou conjunta de obra literária. Os projetos técnicos apresentados devem prever todos os investimentos necessários à concretização da obra.
3 - DAS EXIGÊNCIAS GERAIS PARA PARTICIPAÇÃO
3.1 - A ausência de quaisquer dos documentos ou a presença de irregularidades nos mesmos inviabilizará a análise do mérito pela comissão julgadora.
3.2 - A SECULT/AP se reserva o direito de exigir, a qualquer tempo, a apresentação do documento original para cortejo, com confere com o original devidamente atestado pelo servidor responsável.
3.3 - PROPONENTES inscritos em pessoa jurídica poderão apresentar mais de um projeto para este Edital, desde que apresente diferentes autores e responsáveis técnicos pelos projetos.
3.4 - Não poderão se inscrever servidores pertencentes aos quadros da SECULT/AP e CONSEC, bem como conselheiros efetivos e suplentes deste, conforme o teor da vedação estabelecida no art. 9º inciso III da Lei 8.666/93.
3.5 - Não poderão se inscrever pessoas que tenham pendências de prestação de contas de editais anteriores e com o Fundo Estadual de Cultura ou com qualquer Secretaria do Governo do Estado do Amapá.
3.6 - Constatada a existência de plagio em qualquer fase do processo os proponentes serão automaticamente desclassificados decaindo sobre os mesmos as sanções previstas na Lei nº 9610/98.
4 – DAS INSCRIÇÕES
4.1 - As inscrições serão realizadas no período de 11 de Janeiro a 08 de Março, das 10:00 às 17:00 horas, nos seguintes endereços:
Biblioteca Pública - Avenida São José, nº 1800, Bairro Central, Macapá/AP – CEP 68.900-00
Secretaria de Cultura (GAPELL) – Av. Procópio Rola (atrás da SEED) , Centro – Macapá/AP- CEP 68.900-00
INFORMAÇÕES: TEL: (96) 3225-0103
4.2 - O projeto contendo os documentos necessários para a inscrição deverá ser enviado em 01 (uma) via, em envelope único, lacrado, e deve ser composto por:
a) Ficha de inscrição preenchida e assinada (anexo I);
b) 01 (uma) via impressa e encadernada, uma digital em PDF apresentada em CD do projeto, contendo: título, apresentação, objetivo, justificativa, contribuição artística para o cenário cultural amapaense, estratégia de distribuição, cronograma, produto final a ser desenvolvido e Detalhamento orçamentário, inclusive especificando tipo de material (papel) a serem usados na impressão (Planilha de Custos) para fins de orientação da Comissão Julgadora.
Parágrafo Único: A Planilha de Custos deverá conter todos os gastos necessários para realização do projeto, da pré e pós-produção.
c) 01 (uma) via encadernada contendo textos de autoria do proponente, entre 15 e 20 páginas, que fará parte do produto final do projeto técnico.
d) Termo de responsabilidade do PROPONENTE por ser a obra inscrita de sua autoria ou fazer parte da mesma, em caso de coletânea.
e) Carteira de Identidade do proponente (cópia).
f) Cópia do Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) do proponente (conforme o caso), regular junto a Receita Federal;
g) Comprovante de residência/estabelecimento do proponente e/ou declaração de residência no caso de locatário, emitido em até 03 (três) meses da data de inscrição;
h) Curriculum Vitae/ Portifólio/ Clipping, atualizado e assinado, com anexos que comprovem a experiência e eventual formação específica.
5 - DAS COMISSÕES

5.1 - COMISSÃO ORGANIZADORA E DE ACOMPANHAMENTO

Colegiado criado temporariamente, composto por 05 (cinco) membros, sendo 02 (dois) servidores da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá – SECULT/AP, 02(dois) membros representantes do Conselho Estadual de Cultura do Amapá e 01 (um) membro representante da UEAP, ficando a mesma responsável pela consecução do Edital Nº 01/2013 – “EDITAL DE CRIAÇÃO LITERÁRIA - SIMÃOZINHO SONHADOR”, sendo de sua competência:
a) Receber e analisar a documentação referente à Etapa de Habilitação;
b) Habilitar, ou não, o PROPONENTE para concorrer a este EDITAL;
c) Acompanhar, assessorar e secretariar as reuniões da COMISSÃO JULGADORA;
d) Orientar o PROPONENTE contemplado a respeito do uso correto das logomarcas envolvidas segundo os Modelos de Identidade Visual definidos pela SECULT/AP;
e) Divulgar, com o apoio da Secretaria de Comunicação do Estado do Amapá – SECOM/AP, este EDITAL, os resultados de suas Etapas de Habilitação e o Resultado Final deste processo.
5.2 - COMISSÃO JULGADORA
a) Colegiado composto por 03 (três) membros criado temporariamente pela SECULT/AP, sendo 01 (um) escritor local com mais de 03 (três) títulos publicados, 01 (um) um professor de literatura da UEAP e 01 (um) um professor de letras da UNIFAP.
b) Esta Comissão é responsável, com base nos critérios aqui estabelecidos, pelo exame técnico e de mérito artístico cultural do Projeto Técnico concorrente aos recursos previstos neste EDITAL, sendo de sua competência a análise, o julgamento, a seleção e classificação dos Projetos Técnicos dos PROPONENTES habilitados.
c) Nenhum membro da Comissão Julgadora poderá participar de forma alguma de projeto concorrente ou ter quaisquer vínculos de parentesco, profissionais ou empresariais com as propostas apresentadas.
d) A Comissão Julgadora é soberana quanto ao mérito das decisões.

Parágrafo Único: Para a escolha do Escritor local que trata esse ponto, deve-se considerar uma seleção de indicações feita pelas entidades associativas da literatura local, sendo sua efetivação feita pela SECULT a partir da análise curricular e técnica.
6 – DA SELEÇÃO E DOS CRITÉRIOS
6.1 - As Comissões instituídas avaliarão os projetos inscritos, considerando as exigências especificadas neste Edital, de acordo com as seguintes fases:
FASE 1 – Habilitação do Proponente – Comissão Organizadora e de Acompanhamento: Com caráter eliminatório e consistirá na abertura dos envelopes de habilitação e respectivo julgamento.
6.2. A documentação apresentada será conferida, numerada e rubricada por um dos integrantes da referida comissão e devidamente analisada, nos termos deste EDITAL.
FASE 2 – Análise dos projetos culturais e julgamento das propostas – Comissão Julgadora: Tem caráter eliminatório e classificatório e consistirá na análise dos Projetos em duas etapas:
ETAPA 1: 
a) Adequação entre a justificativa e o objetivo do Projeto Técnico (originalidade do texto, singularidade da proposta e busca de novas práticas e relações no campo cultural), podendo ser atribuída nota de 0 a 45;
b) Contribuição artística ao cenário cultural amapaense (valor simbólico, histórico e cultural da obra literária a ser desenvolvida) podendo ser atribuída nota de 0 a 30;
c) Cronograma e estratégia de distribuição do projeto Técnico (organização e método de execução do Projeto, abordar estratégias alternativas e que contemplem as novas tecnologias para a distribuição, como os e-books, CDs, DVDs...), podendo ser atribuída nota de 0 a 25.
d) A somatória total dos itens mencionados serão de 0 a 100 pontos.
Paragrafo 1: Havendo empate entre a nota final dos proponentes, o desempate seguirá a seguinte ordem de pontuação dos critérios:
a) Maior nota no critério Contribuição Artística para o cenário amapaense;
b) Maior nota no critério Adequação entre a justificativa e o objetivo do Projeto Técnico.

Parágrafo 2: Persistindo o empate, caberá à decisão à Comissão de Seleção, por maioria absoluta, estabelecer o desempate.
ETAPA 2:
a) Adequação entre o Projeto Técnico apresentado e o texto do proponente, podendo ser atribuída nota de 0 a 50 pontos.
Paragrafo 1: Cada projeto será avaliado pela Comissão Julgadora, e sua nota final será resultado da média entre as notas individuais dos avaliadores.
6.3 Após a seleção dos projetos, a Comissão Organizadora e de Acompanhamento encaminhará o resultado para homologação do Secretário Estadual de Cultura e publicação no Diário Oficial do Estado do Amapá, no sítio digital do Governo do Estado do Amapá como também será afixada a lista de todos os selecionados em mural no hall de entrada da sede da SECULT/AP.
7 – DOS RECURSOS
7.1 - Ao resultado final caberá recurso, no prazo de 05 (cinco) dias úteis da publicação da ata no Diário Oficial do Estado do Amapá, dirigido ao Presidente da Comissão Julgadora do Edital Nº 01/2013 – “EDITAL DE CRIAÇÃO LITERÁRIA - SIMÃOZINHO SONHADOR”, que deverá ser devidamente protocolado no prédio da SECULT/AP, nos termos deste Edital.
7.2 Somente serão aceitos recursos por inscrito, protocolados no local indicado neste Edital e dentro do prazo estabelecido.
8 – DO VALOR E DAS CONDIÇÕES DE REMUNERAÇÃO
8.1 - Os 10 (dez) projetos selecionados receberão um investimento de R$ 20.000,00 (Vinte Mil Reais) cada, totalizando investimento de R$ 200.000,00 (Duzentos Mil Reais).
8.2 Os valores devidos aos proponentes serão pagos em 02 (duas) parcelas, a saber:
a) 50% (cinquenta por cento) na chamada para assinatura do convênio;
b) 50% (cinquenta por cento) pagos em até 15 (quinze) dias após o final do prazo previsto para impressão dos exemplares do livro resultante do projeto;
8.3 São de inteira e exclusiva responsabilidade do proponente o uso/cessão de direitos autorais, morais, patrimoniais, de imagens ou musicais relacionados às propostas, que deverão ser apresentados após a seleção, quando solicitados.
8.4 A SECULT/AP será responsável pela fiscalização da efetiva execução dos projetos por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento Cultural, através de equipe designada, e se reserva o direito de realizar registros audiovisuais das atividades desenvolvidas, para arquivo e divulgação do Edital.
8.5. Em nenhuma hipótese o valor concedido receberá aditivos financeiros posteriores da SECULT/AP, devendo todas as despesas para execução do trabalho estarem previstas e contidas no orçamento inicial de cada inscrito.
9 - DOS RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS
Os recursos relativos às remunerações e ajudas de custos que poderão advir deste Concurso pelas dotações orçamentárias a seguir:
13.392.0180.2003 – Apoio a Realização de Eventos Culturais Amapaenses.
Elemento de Despesa: 3.3.90.39 – Outros Serviços de Terceiros Pessoa – Jurídica
Elemento de Despesa: 3.3.90.36 – Outros Serviços de Terceiros Pessoa – Física
10 – CONDIÇÕES PRÉVIAS À CONTRATAÇÃO
10.1 - Homologado e publicado o resultado do Edital, a SECULT/AP convocará os proponentes selecionados pela Comissão Julgadora, por telefone, carta, fax ou e-mail para, sob pena de decair do direito à contratação e incorrer nas penalidades previstas neste EDITAL, em até 10 (dez) dias úteis, apresentar eventuais documentos que se façam necessário e, no mesmo ato, assinar o TERMO DE COMPROMISSO.
10.2 - Na hipótese de recusa ou impedindo do proponente selecionado em assinar o Termo de Compromisso no prazo fixado acima, o processo deverá ser submetido ao Presidente da Comissão Julgadora do Edital Nº 01/2013 – “EDITAL DE CRIAÇÃO LITERÁRIA - SIMÃOZINHO SONHADOR” que, nos termos do art. 64, § 2°, da Lei n° 8.666/93, poderá solicitar a convocação dos proponentes selecionados remanescentes, na ordem de classificação, sem prejuízo da cominação das sanções previstas no item 12, deste EDITAL.
11 – SANÇÕES/PENALIDADES ADMINISTRATIVAS
11.1 - O proponente que receber uma das parcelas de apoio deste edital e não apresentar o produto final do Projeto Técnico estará sujeito às seguintes sanções:
a) Advertência;
b) Multa equivalente de 100% (cem por cento) do valor global do contrato corrigido;
c) Suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a SECULT/AP ou qualquer outra Secretaria de Estado pelo período de até 02 (dois) anos. 

12. CRONOGRAMA Publicação do Edital
09 de Janeiro de 2013
Inscrições
11 de Janeiro a 08 de março 2013
Análise Documental
11 a 12 de Março 2013
Análise de Mérito
13 a 15 de Março 2013
Divulgação do Resultado
18 de Março (a partir das 16h) 2013
Prazo para Recurso
19 a 21 de Março 2013
Período de Execução
De Abril a Novembro 2013
Prestação de Contas
Até 30 de dezembro 2013

13 – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
13.1 Compete a SECULT/AP:
a) Solicitar parecer da Procuradoria Geral do Estado-PGE sobre a legalidade do presente Edital, no todo ou em parte, para possíveis correções evitando conflitos de interesse público;
b) Adiar o recebimento das propostas, divulgando, mediante aviso público, a nova data para entrega das mesmas.

13.2 As propostas selecionadas não poderão ser alteradas.
13.3 Os casos omissos relativos ao presente edital serão resolvidos pela Comissão Julgadora do Edital Nº 01/2013 – “EDITAL DE CRIAÇÃO LITERÁRIA - SIMÃOZINHO SONHADOR”
13.4 O ato da inscrição implica na automática e plena concordância com as normas deste Edital.
13.5. O presente Edital e seus Anexos ficarão à disposição dos interessados na sede da SECULT e seu sítio digital oficial (www.secult.ap.gov.br).
Macapá/AP, 07 de Janeiro de 2013.
JOSÉ MIGUEL DE SOUZA CYRILLO
Secretário Estadual de Cultura do Amapá – SECULT/AP


_______________________
ANEXOS


Secretaria de Cultura do Estado do Amapá
“Seleção de Projetos Culturais SECULT 2012 – Apoio à Literatura”

ANEXO I

FICHA DE INSCRIÇÃO

À SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO DO AMAPÁ – SECULT/AP
Edital:
Projeto:
Proponente:
Endereço
Telefone:
Município/Estado:
E-mail:
Estilo literário:
Nº de páginas:
Faixa etária do público alvo:
( )Crianças ( )Jovens ( )Adultos ( )Idosos ( )Geral
Macapá/AP, de Junho de 2012.
Eu,__________________________________________, inscrito no CPF nº _____________, RG nº _________, domiciliado a __________________________________, venho requerer a inscrição do Projeto denominado _____________________________, de acordo com a exigência do Edital Nº ___/2012 – GEEPE/SECULT/GEA - “SELEÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS SECULT 2012 – APOIO À LITERATURA”.
Em anexo, o projeto e a documentação exigida neste Edital, de cujos termos declaro estar ciente e de acordo.
Atenciosamente,
(Nome e assinatura do proponente)


Secretaria de Cultura do Estado do Amapá
“Seleção de Projetos Culturais SECULT 2012 – Apoio à Literatura”

ANEXO II

DECLARAÇÃO – item 4.3.4 do Edital
Eu, __________________________________________________, proponente do Projeto_________________________________________, portador da Cédula de Identidade RG nº ___________________________ e inscrito no CPF nº _____________________ declaro que:
● Estou ciente de que minha seleção para integrar o presente Programa não gera direito subjetivo à minha efetiva contratação pelo Governo do Estado do Amapá ou pela Secretaria de Cultura do Estado do Amapá – SECULT/AP;
● Conheço e aceito, incondicionalmente, as regras do presente edital, bem como me responsabilizo por todas as informações contidas no projeto e pelo cumprimento da sua execução, caso venha a ser selecionado, após apresentar a documentação exigida no item 8.6.
Macapá/AP, ___ de Junho de 2012.
_________________________________________
(assinatura do proponente)



Secretaria de Cultura do Estado do Amapá “Seleção de Projetos Culturais SECULT 2012 – Apoio à Literatura”

ANEXO III

DECLARAÇÃO – item 4.3.5 do Edital
Eu, _____________________________________________________, portador da Cédula de Identidade RG nº ___________________________ e inscrito no CPF nº _____________________ DECLARO estar ciente que os eventos de divulgação dos produtos gerados pelo Edital Nº ___/2012 – GEEPE/SECULT/GEA - “SELEÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS SECULT 2012 – APOIO À LITERATURA” poderão acontecer em qualquer Município do Estado do Amapá, nos termos do Edital deste Concurso e comprometo-me a participar dos mesmos, em todas as oportunidades agendadas pela SECULT/AP.
Macapá/AP, ___ de Junho de 2012.
______________________
(nome e assinatura do proponente)


Secretaria de Cultura do Estado do Amapá
“Seleção de Projetos Culturais SECULT 2012 – Apoio à Literatura”

ANEXO IV

DECLARAÇÃO
Eu, __________________________________________________, portador da Cédula de Identidade RG nº ___________________________ e inscrito no CPF nº _____________________ DECLARO, sob as penas da lei, que não sou funcionário da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá – SECULT/AP.
Macapá/AP, ___ de Junho de 2012.
______________________
(nome e assinatura do proponente)