1 de jul de 2015

CÉSAR BERNARDO DE SOUZA LANÇA MAIS UM LIVRO DE CONTOS

Depois de esperar por quase 25 anos, César Bernardo de Souza faz o lançamento do seu segundo livro de contos - O Doutor das Calçadas (Tarso Editora; 132p; 2015). O primeiro foi Mestre Açaizeiro (saiba mais no final desta postagem)
O livro teve seu lançamento oficial no auditório do Sebrae-AP no dia 30 de junho de 2015 e contou com a presença de amigos, escritores e empresários que vieram compartilhar com o autor mais um momento especial de sua trajetória literária (Leia biografia do autor no final desta postagem).



      Com tiragem inicial de 2000 exemplares, a obra, em formato pocket, conta a história de um menino que nasceu em uma situação adversa em Macapá e que depois foi abandonado em Belém, onde adoece e  morre, causando grande comoção.


     " Tista, personagem criada por Cesar Bernardo é o paradigma desses meninos e meninas condenados, no corredor da morte precoce, que atravessam a vida como seres predestinados a causar incômodos a todos nós, os não marginais. Tista já tem seu roteiro traçado, seu itinerário degradante escrevinhado de forma sucinta como mais um que provavelmente nem entrará nas estatísticas e que talvez nem mereça umas linhas nas páginas dos jornais, principalmente se for recolhido a um hospital público, necrotério e posteriormente enterrado como indigente.
O autor de O Doutor das Calçadas é uma pessoa que faz as coisas com paixão, que mergulha com fôlego privilegiado em tudo aquilo que se dispõe a fazer. Passou grande parte de sua vida aqui em Macapá — onde chegou ainda bem jovem. Escreveu bastante durante muitos anos, mas sem se preocupar em reunir seus textos em livros; por isso, demorou para publicar os primeiros textos de ficção solo. Só nós, seus amigos e pessoas próximas, conhecíamos esses trabalhos. Depois de muitos apelos, adiamentos e promessas não cumpridas, finalmente ele resolveu encarar os desafios de mandar editar e imprimir esses livros. E este que agora temos em mão extrapola a simples classificação literária do gênero conto e pode suscitar, na percepção de cada leitor, várias interpretações — e isso é um privilégio do bom texto literário, feito para provocar, instigar, estimular leituras: enfim, bulir com a imaginação das pessoas. É aqui que visualizamos o talento do autor, acostumado a produzir quase diariamente artigos e matérias jornalísticas, que de repente une o conteúdo real e impactante de uma história que está acontecendo diante dos nossos olhos, anestesiados para tantas desgraças, com a técnica da ficção, conseguindo esse feito que agrega ao livro essa densidade humana sobre as nossas mazelas sociais. 
     Tenho certeza de que o leitor vai se comover ao ler a triste história da fugaz vida do menino Tista, largado à própria falta de sorte numa rua e certamente vai refletir sobre esse aspecto sombrio da existência humana que se escancara diante de nós com esse estilo vigoroso que Cesar Bernardo deixa evidente aos seus afazeres — sejam eles literários, jornalísticos e pessoais, pois ele é um caso típico em que o autor e sua obra se confundem, se mesclam e crescem juntos conosco, os leitores".
(Texto: Paulo Tarso Barros, no Prefácio da obra)

João Silva e Osvaldo Simões com o autor

Fernando Canto


Paulo Tarso Barros com o artista plástico Herivelto Maciel e sua esposa


Prof. Aroldo Rabelo, presidente do Sinsepeap

O artista plástico Ronaldo Picanço, autor da capa do livro

Escritores Mauro Guilherme e Alessandro Cardoso


Paulo Tarso, Ronaldo Picanço, Epaminondas Pelaes e Josiel Alcolumbre








O autor recebe o abraço da escritora e professora Cacilda Barreto


Fernando Canto e prof. Wilson Cardoso

Escritora Deusa Ilário

Paulo Tarso e empresário Pierre Alcolumbre

Antonio Carlos Farias e Marco Antonio Chagas

Paulo Tarso Barros

Fernando Canto

Ingrid Barros, Paulo Tarso Barros, Mauro Guilherme e Tiago Quingosta

Paulo Tarso Barros, Fernando Canto, Mauro Guilherme e Tiago Quingosta

Professora Dalva Rangel


Paulo tarso e Aroldo Rabelo, presidente do Sinsepeap

Mauro Guilherme e Paulo Tarso

Josiel Alcolumbre - ao fundo, Fernando Canto

Tadeu Pelaes e sua filha

Epaminondas Pelaes e César Bernardo
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LANÇAMENTO DO PRIMEIRO LIVRO
MESTRE AÇAIZEIRO

Foi lançado no dia 28 de novembro de 2011, no hall da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, a obra Mestre Açaizeiro, de César Bernardo de Souza.

O livro reúne duas histórias cuja ambientação é o Estado do Amapá. A junção destas duas fábulas com certeza vai ao encontro de uma necessidade dos nossos estudantes e professores de tomar contato com uma produção literária de cunho ficcional que tem tudo a ver com a nossa realidade amazônica - realidade tão bem conhecida pelo autor e que desperta sempre o interesse de pessoas do mundo inteiro, ávidas em conhecer a fabulosa biodiversidade que nos torna um povo rico, mas de imensa responsabilidade para cuidar desse patrimônio. Acredito que esse livro se tornará uma leitura instigante e presente em nossas escolas, suscitando debates, reflexões e também proporcionando aquele prazer que as boas e gostosas histórias tão bem deixam em nosso espírito.

Escritores, professores, políticos, amigos e familiares estiveram presentes ao evento que marca um momento crucial na vida do professor, jornalista e escritor César Bernardo de Souza.

Uma exposição de quadros do artista plástico Herivelto Maciel, a maioria dos quais com temática amazônica, também foi aberta durante o evento.

(Texto e fotos: Paulo Tarso Barros)






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INFORMAÇÕES SOBRE O AUTOR

CÉSAR BERNARDO DE SOUZA é natural de Volta Grande-MG, 1952, filho de Esmeralda José de Souza e Fernando Bernardo de Souza, casado com a professora Consolação, pai de Tito, Fernando e Danilo, avô de Jéssica, Vili, Camilo, Letícia e Lorenzo. Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro/Faculdade de Ciências Agrícolas, chegou ao Amapá em 1974, através do Projeto Rondon, e aqui se radicou. Professor habilitado para o ensino de 1º e 2º graus nas disciplinas de Agricultura, Agricultura Especial, Zootecnia e Ciências. Instrutor Supervisor de Educação para o Trabalho-LBA/AP. Diretor do Museu de História Natural “Ângelo Moreira da Costa Lima”. Funcionário Público do Ex-Território Federal do Amapá. Articulista. Radialista. Membro da Associação Amapaense de Escritores - Apes. Coautor das seguintes publicações técnicas: Manguezais do Amapá (MAMCL) – Macro Zoneamento Ecológico Econômico do Amapá (Iepa) – Zoneamento Ecológico Econômico da Região Sul do Estado do Amapá (Iepa) – Laranjal do Jari: Realidades que devem ser conhecidas (Iepa) – Mazagão: Realidades que devem ser conhecidas (Iepa) – O Município e o Meio Ambiente (CEMA). Participante de três antologias: Crônicas do Amapá – Contos do Amapá – Poesia do Amapá. Escreveu e publicou: Mestre Açaizeiro e Assembleia dos Peixes (Tarso Editora, 2013) destinado ao público infanto-juvenil – 6.500 exemplares vendidos e O Doutor das Calçadas (Tarso Editora, 2015). 
(Texto: Paulo Tarso Barros) 

Contatos com o autor:
(96) 3241 1178 e 98112 5045
E-mail: c-bernardo2012@bol.com.br
Blogue: www.cesarbernardo-finalmente.blogspot.com.br

21 de jun de 2015

RUY GUARANY NEVES - O HOMEM DA FRONTEIRA E A MISSÃO DE COMUNICAR

Ruy Guarany Neves, jornalista com milhares de artigos e crônicas publicados, funcionário público aposentado, natural de Clevelândia do Norte, município de Oiapoque – AP, nasceu no dia 3 de agosto de 1930. Publicou as obras O Homem da Fronteira (crônicas e histórias, 2005) e A Missão de Comunicar (Scortecci, 2015).
O primeiro livro publicado (2005)
Da mesma geração de seu parente e conterrâneo Hélio Guarany de Souza Pennafort (1938-2001), também jornalista e “estoriador” dos caboclos do Amapá, Ruy Guarany vem escrevendo e publicando na imprensa amapaense muitos artigos e crônicas da maior importância — não apenas analisando os fatos políticos locais, mas fazendo a contextualização com a intrincada política nacional. Observador atento, analista sagaz e de uma elegância em seu estilo, Ruy se diferencia da maioria dos colegas jornalistas por não ofender nem elogiar gratuitamente quem quer que seja. Sua atuação sempre teve o respeito dos leitores e dos políticos pelo conteúdo substancial das análises que ele habilmente traçava dos acontecimentos marcantes.
Lançado no dia 18 de junho de 2015
na Biblioteca Pública Elcy Lacerda

Sua obra A Missão de Comunicar documenta essa trajetória brilhante de um homem que soube extrair das notícias elementos que ficarão no registro da memória da imprensa do Amapá.









Orelhas e 4ª capa do livro
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Registro fotográfico do lançamento da obra 
A Missão de Comunicar, dia 18/06/2015, 

O Autor doando 3 exemplares para a Biblioteca


Presentes, dentre outros,  o professor e historiador Nilson Montoril de Araújo, professor Antônio Munhoz, escritores Rostan Martins, Fernando Canto, César Bernardo de Souza, Osvaldo Simões, jornalistas Édy Prado e Graça Penafort, presidente da Confraria Tucuju Telma Costa, além dos familiares do autor. O pioneiro Leonel Nascimento,ex-prefeito do município de Amapá, espontaneamente pediu a palavra e homenageou o autor relembrando a trajetória de luta nos primórdios do Território do Amapá.


 (Fotos: Paulo Tarso Barros e Alessandro Cardoso)

17 de jun de 2015

BIBLIOTECA PÚBLICA ESTADUAL ELCY LACERDA - HISTÓRICO E ATUAÇÃO RELEVANTE NA EDUCAÇÃO E CULTURA DO AMAPÁ

HISTÓRICO DA BIBLIOTECA PÚBLICA 
ESTADUAL ELCY LACERDA


Fachada principal da Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda vista do alto do Teatro das Bacabeiras


Sua origem remonta à Biblioteca que foi instalada em uma casa particular com um acervo doado pelo Dr. Acylino de Leão (1888-1950),
Dr. Acylino de Leão
médico, político e acadêmico da APL e outras obras referentes ao Estado do Amapá. Esta casa ficava na Rua Mário Cruz, ao lado da Intendência de Macapá, hoje transformada em Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva. Isto quando o Amapá pertencia ao Estado do Pará.
Com a transformação do Amapá em território, uma das preocupações do 1º governador, Cap. Janary Gentil Nunes, foi transferir este acervo existente para um local mais adequado, onde a comunidade pudesse ter melhor conforto em suas pesquisas e leituras.
Antiga Intendência de Macapá,Atualmente
Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva

No dia 20 de Abril de 1945, sob a égide do Chanceler da Paz, que foi a figura do eminente Barão do Rio Branco, foi criada oficialmente a Biblioteca Pública de Macapá, durante a comemoração do primeiro centenário de nascimento desta figura histórica.
O ato foi presidido pelo Dr. Raul Monteiro
Raul Monteiro Valdez
Valdez, governador interino e a saudação feita pelo Sr. Paulo Armando Martins Xavier, primeiro diretor da instituição, que passou a funcionar em uma das salas do Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
Em 1950 foi transferida para um prédio construído especificamente para esse fim, em frente à Escola Normal de Macapá (IETA).
Com o aumento considerável do acervo e havendo necessidade de outro prédio, em 1971 o governo do Gal. Ivanhoé Martins, decidiu que a biblioteca passasse a funcionar na Rua São José, esquina com a Av. Mendonça Furtado, seu endereço atual.
Em 1992, a Biblioteca passou por reformas e adaptações, sendo reinaugurada em 10 de junho de 1994. Nesses dois anos ela funcionou no prédio da COBAL (hoje SEBRAE) e através da Lei nº0269 de 12 de Junho de 1996, a Biblioteca foi personalizada com o nome de Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda, homenagem feita à Professora Elcy que tanto engrandeceu o Amapá no Brasil e no mundo.
Elcy Lacerda em quadro do artista plástico
Gibran Santana

E, coincidentemente, Elcy nasceu no dia 20 de Abril de 1945.
Entre o final de 2009 e até o dia 27 de abril de 2012, a Biblioteca ficou fechada para reformas e adaptações.  Reabriu, e foi reinaugurada pelo Governo do Amapá.

Fotografias antigas e atuais da Biblioteca



A BIBLIOTECA HOJE

A Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda tem prestado relevante auxílio à pesquisa da comunidade amapaense, principalmente aos estudantes, através de suas salas de referências. Também auxilia tecnicamente e materialmente as Bibliotecas Municipais, buscando organizar um sistema de rede entre as Bibliotecas do nosso Estado.
Dispondo de um acervo em cerca de 60 mil itens (dentre livros, jornais, revistas, Cds e Dvds) distribuídos em várias salas:
Ensino Fundamental
Infanto-juvenil
Acesso à Internet
Auditório multiuso
Sala Elcy Lacerda
Sala Afro-indígena
Sala do Ensino Médio e Superior
Sala Amapaense
Sala de Periódicos
Sala de Obras raras – acervo dos jornais mais antigos do AP
Sala de Braile e audioteca
Sala Circulante
Galeria Alcy Araújo

Abriga a Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular

Destacamos a importância educacional e cultural da Biblioteca Pública como um centro de referência aos pesquisadores, que nela encontram diversos tipos de suporte para que desenvolvam trabalhos, principalmente monografias, teses e trabalhos escolares.
Ponto de encontro de escritores que realizam os lançamentos de suas obras expõem,  seus trabalhos e realizam palestras com estudantes e professores, a Biblioteca também dispõe de um grupo de teatro, constituído por servidores que trabalham peças da Literatura Infantil- principalmente Monteiro Lobato. Esse grupo também conta histórias e realiza apresentações na própria Biblioteca e nas escolas, inclusive em Municípios do interior.



Semanalmente, centenas de estudantes visitam a Biblioteca
e participam de atividades educacionais e culturais

Os servidores da Biblioteca são treinados para prestar toda a orientação aos usuários, orientam as pesquisas, indicam bibliografia e esclarecem dúvidas.
Vinculada à Secretaria de Estado e Cultura, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, a Biblioteca tem sido um órgão que ao longo da história vem desenvolvendo um trabalho que colabora sobremaneira para que o nosso Estado preserve sua cultura. Ela é a guardiã de um rico acervo de obras raras, de clássicos da Literatura Brasileira e Universal, coleções de periódicos como o “Jornal Amapá” (primeiro diário oficial do Território), exemplares do jornal “Pinzônia”, e da Biblioteca particular e objetos pessoais da professora Elcy Lacerda.
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Alguns  ex-diretores e gerentes:
Lauro Chaves - Professor
Déa Rola – Bibliotecária
Bernadete Rodrigues – Bibliotecária
Amaparino Gemaque – Bibliotecário
Cristina Sabóia - Bibliotecária
Ângela Nunes – Professora
Cristina Dias – Bibliotecária
Paulo Tarso Barros – Professor e escritor
Tânia Mello - Professora
Ricardo Pontes – Professor
José Pastana – Professor
Lulih Rojanski - Escritora e professora


Leila Castro - atual gerente, desde fevereiro - 2015


(Texto: Paulo Tarso Barros e Arquivo da Biblioteca
Fotos: Arquivo de Paulo Tarso Barros e fotografias do GEA-Biblioteca - Internet)


COMO FUNCIONA A BIBLIOTECA

A Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda, fundada em abril de 1945, sempre trabalhou na divulgação do livro e da leitura e contou com a presença de professores, bibliotecários, pedagogos, mediadores de leitura, artistas e outros profissionais da Educação.
A Biblioteca esteve subordinada à Secretaria de Educação - Seed durante muitos anos e tem a tradição de atender prioritariamente, e de forma contínua, estudantes da rede pública e da rede particular. Por isso, a Seed sempre foi a principal fornecedora da mão de obra qualificada e devidamente treinada para dar suporte aos trabalhos educacionais e pedagógicos desenvolvidos pela instituição, além de mantenedora do mobiliário, equipamentos eletrônicos, estantes e demais utensílios existentes na instituição, mesmo depois que a biblioteca passou a ser vinculada à Secretaria de Cultura (Secult) em virtude do Sistema Nacional de Cultura.

Os professores e pedagogos são distribuídos nos espaços da Biblioteca, que funciona ininterruptamente de segunda a sexta-feira, das 8:00h às 18:00h, inclusive no período de férias escolares, pois os professores lotados na instituição têm regime diferenciado de férias e, quando necessário, aos finais de semana, quando há eventos ou ações educativas e culturais, dando apoio e suporte às atividades das escolas.

SÃO ESTES OS PRINCIPAIS ESPAÇOS EM QUE SÃO DISTRIBUÍDOS
 OS PROFESSORES E PEDAGOGOS NA BIBLIOTECA:

SALA CIRCULANTE

A Sala Circulante dispõe de um acervo de aproximadamente 10 mil obras, a maioria de cunho literário, dos principais autores nacionais e estrangeiros nos gêneros romances, contos, crônicas, poemas, teatro, biografias, infanto-juvenil e religião.


O público-alvo se constitui principalmente de estudantes da rede pública e da rede privada, professores, leitores da comunidade (cerca de 2 mil leitores cadastrados) e autores locais.
Os estudantes buscam conhecer as obras literárias e são orientados pelos professores na escolha da mesma, recebem informações sobre os autores e contexto histórico das obras para a produção de trabalhos escolares, interpretação de textos e como são trabalhados dentro do Enem, bem como sugestões de leitura de paradidáticos e material virtual na internet.

SALA DO ENSINO MÉDIO E SUPERIOR

A Sala do Ensino Médio e Superior dispõe de um acervo de aproximadamente 15 mil obras, dentre dicionários, enciclopédias, língua portuguesa e estrangeira, filosofia, ciências, matemática, direito, medicina e enfermagem, psicologia, filosofia, literatura, religião, geografia, designer, arquitetura e urbanismo, informática, artes em geral e livros didáticos diversos.

O público-alvo se constitui primordialmente de estudantes das redes pública e privada, concurseiros, candidatos ao Enem e professores que buscam obras de referência e especializadas em suas respectivas áreas.
Os professores fazem um atendimento personalizado a cada usuário que busca informações, orientando, dirimindo dúvidas, esclarecendo, sugerindo e disponibilizando novos materiais de pesquisa de acordo com o assunto a ser estudado. Além disso, é feito constantemente a catalogação, a disposição das obras para que o estudante seja atendido o mais rápido possível.

SALA DE OBRAS RARAS

A Sala de Obras raras se constitui em um verdadeiro tesouro histórico e literário do Amapá. Nela estão os primeiros jornais publicados no Amapá, desde 1895 (Pinzônia), o Jornal Amapá (1944 em diante) e outros jornais e publicações que são disponibilizados para os estudantes, professores, pesquisadores, historiadores e demais interessados.


Os professores são treinados e capacitados para manusear e colocar à disposição dos estudantes e pesquisadores esse acervo especial, cuja manutenção requer cuidados extremos para evitar danos e os perigos à saúde, pois são publicações antigas.



SALA DE PERIÓDICOS

Na Sala de Periódicos ficam os jornais publicados no Amapá  nos últimos 15 anos (posteriormente, são realocados nas Obras raras), revistas nacionais e estrangeiras, boletins e outras publicações que são postas à disposição do público, principalmente os estudantes e professores que buscam nesses periódicos um complemento importante para seus estudos e pesquisas através das matérias, artigos, fotografias e reportagens.


SALA INFANTO-JUVENIL

Na Sala Infanto-Juvenil encontra-se um variado acervo de obras destinadas a esse público, que se constitui num dos principais focos de atendimento da equipe de professores da Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda. 


Num ambiente decorado e atrativo para crianças e adolescentes, a Sala oferece várias atividades lúdicas e educativas. Mas o carro-chefe desse projeto é o Grupo de Professores Contadores de Histórias, que atua há mais de 25 anos desenvolvendo centenas de apresentações nas escolas de Macapá, Santana e até de outros municípios, bem como no auditório da Biblioteca, semanalmente, com a presença de uma ou duas escolas que participam ativamente das atividades pedagógicas através do teatro (inclusive de fantoches), dança, cantigas, músicas, etc.

SALA AMAPAENSE E DA AMAZÔNIA

A Sala Amapaense é um projeto pedagógico, educacional e cultural, que prioriza os autores do Amapá e da Amazônia e tem tudo a ver com a nossa realidade. Os professores recebem centenas de alunos que desejam conhecer as obras literárias, orientam suas pesquisas, expõem seus livros, poemas, biografias, fotos  - além de trazer os autores locais para debater e interagir com alunos e professores em palestras, oficinas, sessões de autógrafos e outros eventos culturais. 


A Sala Amapaense dispõe de um vasto acervo de aproximadamente 2 mil obras para atender à crescente demanda das escolas da rede pública estadual, da Ueap, Unifap e outras universidades que estudam os autores locais.

SALA AFRO-INDÍGENA

Novo espaço que existe há 4 anos e que reúne obras que atendem à crescente demanda de literatura especializada nas duas etnias tão importantes para o Estado do Amapá.

Nela, os alunos recebem informações de profissionais sobre os povos indígenas, línguas, cultura, tradições e conhecem peças utilizadas pelos indígenas. Vasta bibliografia sobre marabaixo, batuque, história da África e cultura afro são disponibilizadas nessa sala.

SALA JOSEFA LAU DE CULTURA POPULAR


Uma parceria entre a Biblioteca Pública e o ponto de cultura da Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular tem um excelente acervo de fotografias, livros, vídeos e monografias sobre a cultura popular e folclore de todos os municípios do Estado, cujo trabalho vem sendo desenvolvido, na pesquisa, coleta e sistematização entre os professores da Biblioteca e a Associação.

SALA DE BRAILE E ÁUDIO VÍDEOS


Espaço em que são disponibilizados centenas de obras em Braile, Cds, Dvds destinados aos deficiente visuais que encontram nesse ambiente material literário e de referência para estudos, pesquisas e entretenimento.

GALERIA ALCY ARAÚJO


Espaço destinado a eventos artísticos, culturais e educativos, como lançamentos de livros, exposições, cinema, teatro, mini-cursos, oficinas, artesanato, música, dança, contação de histórias, saraus etc.

PROCESSAMENTO TÉCNICO


É a sala que recebe todas as publicações destinadas à Biblioteca. Nela trabalham o bibliotecário e outros profissionais que selecionam, classificam, catalogam, distribuem e fazem também a doação de obras para as Bibliotecas escolares e comunitárias do Amapá, pois a Biblioteca Elcy Lacerda faz parte do Sistema Nacional de Biblioteca Públicas, vinculado à Fundação Biblioteca Nacional, e coordena as demais bibliotecas públicas do Amapá.

OUTROS SERVIÇOS PRESTADOS PELA BIBLIOTECA

 Na Biblioteca Pública há um Serviço de Informações e Orientações sobre o registro de obras intelectuais, para escritores, poetas e compositores que desejam registrar seus trabalhos na Fundação Biblioteca Nacional, através do Escritório de Direitos Autorais.



No Auditório da Biblioteca, são realizados cursos, oficinas, lançamentos de livros, peças teatrais, recitais, reuniões e outros eventos. Os interessados devem agendar com a gerência e solicitar a cessão do auditório encaminhando ofício.


(Texto: Paulo Tarso Barros
Fotos: Arquivo de Paulo Tarso Barros e fotografias da Biblioteca)